18.8.07

The God Delusion

Por Donald Miller

Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe - e a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso.

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Donald Miller é autor de Fé em Deus e pé na tábua, e Como os pinguins me ajudaram a entender Deus, ambos publicados pela Thomas Nelson Brasil.


20 Comments:

Blogger Filipe said...

Interessante, esses dias estava pesquisando a respeito desse tema e encontrei o seguinte texto:

“A fé é a maior aventura existencial.
Para os fracos, ela constitui abrigo, segurança.
Para os fortes, a fé é uma aposta, uma aventura arrojada, um mergulho no Desconhecido.
A fé do fraco é acomodação às circunstâncias, sujeição ao que se julga imutável.
A fé do forte é a certeza da superação de todas as circunstâncias, de algo maior do que as limitações do presente, a antecipação de um futuro aparentemente improvável.
Tem razão Kierkegaard: ‘Sem risco não há fé e quanto maior o risco tanto maior a fé’.
A fé não é a afirmação do absurdo,
mas a conscientização de que o absurdo é não ter fé!”

Kierkegaard novamente simplifica:
"Creio, porque é absurdo"

7:29 AM  
Blogger Pr. Zwinglio Rodrigues said...

"...a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso".

NEM EU!

11:26 AM  
Blogger Lu said...

'')

nem eu***

2:30 PM  
Blogger Maya said...

Mas eu creio que a argumentação é a base; a palavra é a base, o discurso, o convencimento... Então creio, mesmo, que as coisas não são assim acabadas, estáticas, mas vejo a história e seus discursos, que a conformam, em constante movimento, presentes as ideologias, presentes os outros textos, as idéias às quais damos crédito ou não nas idéias que difundimos.

Digo isso porque vejo no discurso religioso protestante contemporâneo uma necessidade infinita de se esvaziar, de renunciar à ideologia que o impregna (não faço aqui juízo de valor do termo "ideologia", falo de ideologia de um modo ontológico), à história do seu próprio fazer.

E, exatamente porque o discurso religioso é um dos mais autoritários, porque assume a voz de Deus (ainda que isso nos pareça horrível -- mas é semelhante se dizer que Deus habita em nós), vejo a constante tentativa de se negar o próprio discurso.

Um abraço,

Mayalu

7:10 PM  
Blogger Alysson Amorim said...

Quanta energia despendida, quanto papel e tinta por nada...

Depois de Kant e ainda há quem aposte na tolice de pensar Deus dentro das limitadíssimas categorias humanas.

8:33 PM  
Blogger patricia said...

ontem ouvi 'essência de Deus', do João Alexandre, e lembrei do que tinha visto no blog. De fato: se a busca não é motivada pelo amor, é como sino que insiste, mais nada. Por outro lado, existem momentos em que a gente não consegue articular esse engaste entre a vida e a palavra, nem a nossa nem a que cria e fundamenta a nossa vida. E nesses momentos, a procura por alguma linguagem que explique, aproxime ou pavimente outros trajetos é inevitável, mesmo que existam erros. Mas este 'The God delusion' esbarra onde as coisas se quebram, é meio árido. Não sei: quando a vida estilhaça talvez seja realmente ocasião pra o que é mais prático, primeiro a súplica – pra que a graça de Deus, simples assim, se estabeleça como o que encobre as faltas, todas, como o que promove o descanso necessário e orienta os esforços.
Mas depois acho que é isso mesmo – quem é chamado pra pensar que pense porque, excessos à parte, algumas coisas boas vão ficar, vão gerar ou fertilizar outros processos, outros esforços, outras formas de conhecimen

10:26 PM  
Blogger Wander Morínigo Teixeira said...

A fé surge com o convencer do Espírito, tenho crido.

1:24 PM  
Blogger Luiz Henrique Matos said...

"...a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente...".
De fato, foi o que eu quis pensar recentemente quando li uma entrevista com Richard Dawkins. Qual a finalidade disso?
Do outro lado, não estamos isentos de culpa, tentamos a todo instante forçar o mundo a crer, forçar o cristão a se converter e nos esquecemos de que não é o discurso bem arranjado, mas tão somente a graça de Deus em nós que deve nos tornar 'atraentes'.
Ed René, obrigado pelo seu blog. Com Gondim, Paulo Brabo e outros poucos 'resistentes' podemos pensar num cristianismo mais simples.
Abraço

2:36 PM  
Blogger Pr. Anisio Lima said...

A crítica sobre essa atual fase em que nos encontramos como igreja de Jesus serve em muito para colocar as pessoas diante do espelho da vaidade, pois o que se percebe por outro lado é que alguns na falta de um denominador comum preferem o simplismo, antes de serem contra a ignorância, e por meio disso usar a ignorância como meio para os seus fins. É verdade que tudo tem um limite, e esse limite se percebe mais fácil quando algo deixa de ser prático e vira mera exposição de conhecimento.

3:24 PM  
Blogger Basileu said...

"Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis". Rm 1.20
Isso nos basta, qto ao mais, Ele encontrará um jeito de se-nos revelar... fiquem na paz de Jesus, o Cristo!

2:26 PM  
Blogger Ronaldo said...

A morte (algo certo para todos nós), vai provar para aqueles que não crêem que Deus existe, enquanto que para que os que crêem nada lhes acrescentará......

10:56 PM  
Blogger [Nem's] Neemias Santana said...

Tbm posso brincar ???

1:19 AM  
Blogger [Nem's] Neemias Santana said...

Este comentário foi removido pelo autor.

1:19 AM  
Blogger Roberta said...

Creio em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Isso pra mim é fato e não a ilusão que alguns creem ser a fé.
Cheguei a conclusão que o meu discurso de convencimento por si só é mais do que vazio. Tentar provar, em fato, minha fé exclui a loucura da fé do evangelho de Cristo e uma fé 100% racionalizada é ciência, pura ciência...

8:54 PM  
Blogger Lavrador said...

Chapeau!

8:34 PM  
Blogger guto said...

BEM... JÁ DEIXOU DE SER SOBRE DEUS...

ABRACOS

4:49 PM  
Blogger universo diverso said...

viver é muito melhor do que discutir qualquer coisa! Parabéns! Um grande abraço, e muita luz. http://tudoetao.blogspot.com/

5:14 PM  
Blogger Bill Hamilton said...

O autor dessa citação, Donald Miller, não é autor da Igreja Emergente?

8:44 AM  
Blogger Orgasmos Espirituais ! said...

É complicado realmente falar sobre fé quando a necessidade de TER a RAZÃO para satisfazer os 'ismos' dos egos se sobrepõe ao sentido real e único sobre o que se dialóga.

Curti por demais seu blog.

Abraços.

Leonardo.
A filosofia dos anjos.

11:18 AM  
Blogger Bill Hamilton said...

Eu não concordo totalmente com o autor do texto, Donald Miller porque ninguém pode "provar" que Deus não existe. Por outro lado, a criação serve como prova da existência de Deus, de acordo com Ro. 1:18ff. Portanto, Deus chama de "tolo" aquele que diz que Ele não existe!

Porém, eu concordo que o debate sobre a existência de Deus vai sempre destacar aqueles com argumentos e inteligência maiores. Por isso, a solução não é abandonar o debate, mas despertar a consciência da pessoa com o uso da Lei de Deus (Ro. 3:20), que abrirá o caminho para o Espírito Santo convençer o atéu/agnóstico a respeito do pecado, da justiça e do juízo vindouro.

Tenho medo que a maioria dos leitores deste blog estão abandonando a verdade da Palavra de Deus pelo misticismo, pela emoção, pelo arbitrário. Que Deus lhes mostre a sutilidade desse erro antes da aceitação da apostasia da Igreja Emergente!

1:34 PM  

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Ed René Kivitz
Pastor da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), autor e conferencista.
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    David Bosch
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